segunda-feira, 17 de agosto de 2015

RESUMO - AULA - TECIDOS CONJUNTIVOS - TURMA 200 - BIOLOGIA


RESUMO – AULA TECIDOS CONJUNTIVOS
TURMA 200 – BIOLOGIA – PROFA. DRA. GRACE DE LOURDES CARDOSO

Tecidos conjuntivos: conectando o organismo

Qual é a típica função biológica dos tecidos conjuntivos? Vamos associar essas funções as características próprias das células do tecido.
A função típica dos tecidos conjuntivos é o preenchimento dos espaços vazios entre os tecidos do corpo. Essa função relaciona-se com a grande capacidade que as células do tecido conjuntivo têm de secretar substâncias que constituirão material extracelular, como colágeno e fibras elásticas, e também com o grande espaçamento que existe entre essas células.

Você sabe as diferentes funções dos tecidos conjuntivos?
Sustentação e preenchimento dos tecidos, nutrição celular, armazenamento energético (gorduras), hematopoese, defesa imunológica.

De que maneira o tecido conjuntivo frouxo atua na cicatrização de ferimentos?
Por meio da produção de fibras colágenas, que substituem as células lesionadas.

Como ocorre o crescimento ósseo e que hormônio é responsável por esse crescimento?
Para que os ossos possam crescer, deve existir cartilagem na placa de crescimento, denominada disco epifisário, que permite a substituição do tecido cartilaginoso por tecido ósseo. Esse processo de substituição depende do hormônio de crescimento (GH), produzido pela hipófise. Essa glândula secreta o GH na corrente sanguínea, que realiza o transporte hormonal aos ossos. De modo geral, o crescimento ósseo ocorre antes do fechamento dessas cartilagens.

Por que o tecido adiposo auxilia na manutenção da temperatura do corpo humano?
Porque esse tipo de gordura não conduz bem o calor, funcionando como um isolante térmico e auxiliando, assim, na manutenção da temperatura corporal.

Qual é a importância de cada elemento figurado do sangue?
As hemácias transportam gases respiratórios; os leucócitos realizam a defesa orgânica e as plaquetas, a coagulação sanguínea.

Tecido Conjuntivo
*      Principal constituinte: matriz extracelular
*      Proteínas fibrosas + substância fundamental (SF)
*      SF: complexo viscoso altamente hidrofílico de macromoléculas aniônicas





































Macrófagos
*      Núcleos grandes (forma de rim)
*      Fagocitárias
*      Apresentadoras de antígeno
*      Se originam dos monócitos do sangue

Plasmócitos
*      Núcleo excêntrico (deslocado)
*      REG desenvolvido
*      Originados dos linfócitos B
*      Produzem Anticorpos (Acs)
Mastócitos
*      Elípticas
*      Núcleo central
*      Grânulos de histamina e heparina (vasodilatadora e anticoagulante) – aparece em casos alérgicos

Monócitos
-Polimorfonuclear (PNM); função de fagocitose, principalmente de bactérias

Leucócitos
•          Linfócitos T e B

Eosinófilos
*      Contém grânulos de enzimas (lisossomos) e histaminase
*      Fagocitam o complexo Ag-Ac
*      Aparecem em processos alérgicos e parasitários


Neutrófilos
-função de fagocitose, principalmente de bactérias

Basófilos
-Núcleo redondo e grânulos no citoplasma de heparina e histamina


Fibras do Tecido Conjuntivo
*      COLÁGENAS
*      tipo I - fibras e feixes
*      tendões, pele, ossos
*      tipo II - fibrilas
*      cartilagens
*      tipo III - fibras - reticulares
*      órgãos epiteliais - fígado, rins, glândulas endócrinas
*      hematopoéticos - baço, linfonodos, medula óssea
*      modificação de forma e volume – útero
*      tipo IV - lâmina basal
*      não agregam


Elásticas
*      Cedem e retornam à forma anterior
*      Artérias, pulmões, ligamentos, orelha






Tecido conjuntivo propriamente dito
Encontra-se distribuído por todo o corpo e é o tecido mais comum. Apoiando e nutrindo células epiteliais, o tecido conjuntivo é encontrado na pele, formando a derme, nas mucosas e nas glândulas.




Tecido conjuntivo frouxo
Preenchimento de espaços entre a pele e os órgãos;
Suporte e nutrição dos epitélios;
Envolvimento de nervos, vasos sanguíneos e vasos linfáticos;
Cicatrização de tecidos lesados.

Tecido Conjuntivo Frouxo
 - Suporta estruturas que geralmente estão adaptadas a pressão e atritos pequenos
- Freqüente no preenchimento de espaços entre as células  musculares
- Tecido que fica abaixo e dá suporte as células epiteliais do organismo – encontrado na DERME
- Células mais numerosas: fibroblastos e macrófagos
- Fibras colágenas, reticulares, elásticas – arranjo ao acaso
- Muita substância fundamental amorfa- gelatinosa
- Flexível, bem vascularizado e não muito resistente a trações



Tecido Conjuntivo Denso
- Adaptado a oferecer resistência aos tecidos a pressão
- Possui maior quantidade de fibras colágenas do que o tecido conjuntivo frouxo
- Como tem mais fibras colágenas é menos flexível
- Quando as fibras formam feixes é denominado de
 -Tecido conjuntivo denso modelado
- Por ser rico em fibras colágenas sua coloração a fresco é esbranquiçada
- Formam os tendões que ligam músculos aos ossos




-          Denso não modelado ou fibroso: apresenta fibras colágenas não organizadas. É encontrado na derme (ácido hialurônico na substância intercelular) e envolve órgãos como rins, baço e fígado;
– Denso modelado: tem as fibras organizadas, é resistente e constitui os tendões e os ligamentos.









Tecido cartilaginoso
•       É um tecido avascular e não inervado. Sua nutrição e oxigenação são realizadas por difusão de substâncias lançadas dos vasos sanguíneos localizados no pericôndrio.
•        Nesse tecido, encontram-se células, fibras colágenas e elásticas e matriz extracelular (glicoproteínas, água e fibras).
•       Principais células: condroblastos (células jovens que produzem a matriz), condrócitos (células adultas que mantêm a cartilagem) e condroclastos (reabsorvem a matriz, permitindo a renovação).

CARTILAGEM HIALINA
Derivada do mesoderma intermediário
Tipo de cartilagem mais freqüente
A fresco: branco-azulada, translúcida
Forma o primeiro esqueleto do embrião sendo posteriormente substituída pelo tecido ósseo
Responsável pelo crescimento dos óssos
longos (se localiza entre a epífise a diafise

tec mus 16
                              PROPRIEDADES DA MATRIZ EXTRA-CELULAR
40% do seu peso seco é formado por COLÁGENO DO TIPO II
Associado ao ácido hialurônico, proteoglicanas e glicoproteínas
Colágeno é uma glicoproteína que contém glicose ou galactose na sua estrutura. 14 tipos

Tec mus 17
PERICÔNDRIO
Todas as cartilagens (exceto as articulares) possuem pericôncrio
Fonte de condrócitos novos
Responsável pela nutrição, oxigenação e retirada de resíduos
Tecido conjuntivo muito rico em Colágeno do Tipo I
Morfologicamente células são parecidas com fibroblastos

CONDRÓCITOS
Células que secretam a matriz celular da cartilagem
Se originam do condroblasto que por sua vez é oriundo do pericôndrio
Características celulares e histológicas
Na periferia – células mais alongadas
Interno         - arredondadas
                    - agrupadas em até 8 células – grupos isógenos
Células secretoras de colágeno do tipo II, proteoglicanas e condronectina
Como não existe vascularização – degradam glicose por via Anaeróbia com formação de ácido lático como produto final.







CARTILAGEM ELÁSTICA
Semelhante a cartilagem hialina
Além de fibras de colágeno do Tipo II
Rede de fibras elásticas
Presença da elastina confere uma cor amarelada
Possui pericôndrio





CARTILAGEM FIBROSA
Também chamada FIBROCARTILAGEM
Características intermediárias entre o tecido conjuntivo denso e a cartilagem
Sempre associada ao tecido conjuntivo denso
Substância fundamental (matriz) é mais escassa
Condrócitos formam fileiras alongadas
Fibras de colágeno do tipo I – constituem feixes que seguem Orientação aparentemente irregular





RESUMO - AULA INTRODUÇÃO AOS ESTUDOS DA GENÉTICA - TURMA 100 - BIOLOGIA



Resumo – introdução aos estudos da Genética
Turma 100 – Biologia – Profa. Dra. Grace de Lourdes Cardoso

Primeiras ideias sobre herança
Genética- estudo da hereditariedade
Os filósofos gregos e a hereditariedade
Alcmeon de Crotona – discípulo de Pitágoras
500 a.C. acreditava que homens e mulheres tinham sêmen vindo do cérebro, o sexo da criança dependeria da quantidade de sêmen vindos dos pais.

Empédocles de Acragas - 492-432 a.C.
O calor do útero seria determinante no sexo dos bebês
-          Quente- Homens
-          Frio- Mulheres

Anaxágoras de Clazomenae- 500-428 a.C.
O sêmen ocorria apenas no homem e teria um protótipo de cada órgão, a fêmea seria apenas receptora e nutridora, o sexo dependeria do lado do útero:
                Direito: Homem
                Esquerdo: Mulher

Hipócrates de Cos- 460-377 -a.C.
•       Pangênese- Cada órgão produziria gêmulas que seriam miniaturas de órgãos passados pelos pais para os filhos no momento da concepção.

Aristóteles de Estagira- 384-322 a.C
O homem fornece a essência e a mulher a matéria básica para a formação do feto, se o desenvolvimento fosse normal o filho seria homem se houvesse alguma falha seria mulher.

Gregor Mendel (1822-1884) – Monge Austríaco que estudou genética por meio da observação de seus experimentos com plantas de ervilhas (Pisum sativum).
     Nos jardins de um mosteiro na República Tcheca, entre 1856 e 1863 realizou cruzamentos genéticos com essas plantas e chegou a brilhantes conclusões, conhecidas nos dias atuais como as leis de Mendel.
Seu trabalho foi apresentado para a comunidade científica em 1865, mas nessa época não foi compreendido e nem valorizado.
     A partir de 1900 (dezesseis anos após sua morte), Mendel teve seu mérito reconhecido e confirmado por outros cientistas.



Antes de continuarmos vejamos alguns conceitos importantes
Caráter: Um certo aspecto do ser vivo, geralmente determinado por um gene. Por exemplo: cor da flor, altura da planta (vegetais), aspecto dos cabelos, albinismo (humanos), cor das asas (insetos), etc.
Gene: É a unidade de transmissão hereditária formada por um fragmento de DNA de um cromossomo e responsável pela codificação de uma certa proteína. Essa proteína condiciona o caráter.












Lócus: É o local ocupado pelo gene em cromossomos homólogos e que determina o mesmo caráter.
 Genes Alelos: Gene que ocupa o mesmo lócus em cromossomos homólogos e que determina o mesmo caráter. Exemplo: a cor da semente (caráter) é determinada por dois alelos que condicionam a coloração amarela ou verde.



Cromossomos Homólogos: Pares cromossômicos que carregam os alelos para a determinação de um certo caráter. Cada um dos homólogos é transmitido por um dos pais.





Genótipo:  Patrimônio genético do indivíduo. Todos os genes que ele recebe de seus pais e que poderão ser transmitidos para seus descendentes. Costuma-se representar o genótipo com letras, indicando os genes presentes nas células somáticas.
    Fenótipo: Características específicas do caráter analisado. O fenótipo é determinado pelo genótipo (genes) e pode ou não ser facilmente observado. Ex: tipo sanguíneo (proteína produzida).
Homozigoto: Indivíduo que possui os dois genes iguais em um certo lócus, sendo considerado puro para o caráter. O genótipo do homozigoto é representado por duas letras iguais (AA ou aa).
    Heterozigoto: Indivíduo que possui um gene diferente do outro em um certo lócus. Cada um deles determina um fenótipo diferente para o caráter considerado; são impuros ou híbridos (Aa).
    Gene recessivo: gene que só manifesta fenotipicamente o caráter em homozigose (dois alelos iguais). Só se manifesta quando estiver presente em dose dupla (aa).
    Gene dominante: Gene que manifesta o mesmo fenótipo, tanto em homozigose (AA) como em heterozigose (Aa).

A hereditariedade e o ambiente
•       O desenvolvimento de um ser vivo depende tanto da hereditariedade quanto do ambiente.
•       Esses dois fatores se inter-relacionam.
•       A hereditariedade é responsável pela formação do genótipo, e o ambiente age sobre ele.
•       Os fatores ambientais podem interferir na aparência do indivíduo modificando o seu fenótipo, mas não o seu genótipo. Ex: pele exposta ao sol.
•       FENÓTIPO: GENÓTIPO + AMBIENTE.

1a Lei de Mendel
“Pureza dos Gametas”

“As características dos indivíduos são condicionadas por pares de fatores (genes), que se separam durante a formação dos gametas, indo apenas um fator do par para cada gameta”.










•       Em todos os experimentos Mendel obteve sempre os mesmos resultados na F2, ou seja, a proporção de 3:1 se repetiu para cada par de características testadas.
•       Uma das características ficava completamente ausente na F1, mas reaparecia na F2, na proporção de ¼.
•       Dedução de Mendel: As plantas F1, apesar da aparência uniforme, receberam de seus genitores a capacidade de produzir ambas as características e que essa capacidade é transmitida para a geração seguinte sem haver mistura.
•       O fenótipo que não aparecia na F1 Mendel chamou de recessivo, denominando o outro de dominante.



•       Relação fenotípica  Relação genotípica
•       ¾ amarelas                                        ¼ amarela pura
•                                                                                     2/4 amarela impura
•       ¼ verde                                                              ¼ verde pura

Primeira lei de Mendel
  Os dois membros de um par de genes se separam durante a formação dos gametas.
Cada membro do par de genes é carregado por metade dos gametas do indivíduo.


Explicação de Mendel
•       Existem determinantes hereditários de natureza particulada;
•       Cada caráter é determinado por 2 fatores (elementos);
•       Os membros de um par de fatores separam-se igualmente para os gametas;
•       Cada gameta carrega um só membro do par de fatores;
•       A união dos gametas é aleatória, produzindo as proporções observadas.

Representação de cruzamentos
•       P                            AA X aa
•       Gametas A         a
•       F1                          Aa  Aa




Paulo, de olhos azuis, casou-se com Ana que possui olhos castanhos e é filha de uma mulher com o mesmo fenótipo de seu marido. Quais as chances de Paulo e Ana terem filhos de olhos azuis?